Lua inquieta foi aquela
Que só, sem fronteira,
Isolou o meu eu.
E no anoitecer do destino
Banhei-me em versos sentidos
No correr das águas
Empossadas no coração
E no querer perdido
Agarrei-me em florada de espinhos
Nas pinceladas das mágoas
Desabrochadas na paixão
Luar inquieto foi aquele
Que só, faceiro,
Partiu sem dizer adeus.
Zé Paulo
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